Ultrassom 3D

Bianca nasceu no dia vinte de maio, mas eu fiquei devendo a continuação do diário de gravidez. Pra quem ainda não leu, eu escrevi sobre minha gravidez do primeiro ao quinto mês aqui.

Sexto mês | Ainda tenho fôlego

Toda mamãe sabe que o segundo trimestre é a melhor fase da gravidez. Isso porque a essa altura do campeonato, os enjoos já passaram e o barrigão ainda não está tão grande a ponto de atrapalhar as atividades do dia a dia. Além disso, essa é a fase em que a mamãe sente mais disposição. Sabendo disso, eu aproveitei para realizar o almoço de fraldas de Bia no sexto mês (não viu? veja aqui), já que a barriga estava grandinha o suficiente pra fazer fotos legais, e eu ainda tinha fôlego pra organizar e curtir a festinha.

Almoço de fraldas

Até então, nós não tínhamos comprado quase nada do enxoval de Bia. Eu estava dedicando boa parte do meu tempo para os preparativos da festinha, o que nos fez economizar bastante. Só depois de ver aquele monte de fraldas empilhadas no futuro quartinho dela, é que começamos a comprar os móveis e itens do enxoval. =)

Por causa do peso da barriga, as pernas e costas doíam bastante quando eu passava muito tempo em pé, mas depois de uns cochilos eu ficava nova.

Sétimo mês | Não é parto, são gases.

O cansaço bateu de vez. Tudo o que eu fazia merecia uma pausa para sentar e respirar. As atividades domésticas começaram a ficar mais difíceis (sim, eu sou sedentária), e a ansiedade também começou a falar mais alto. No sétimo mês, eu não podia ficar muito tempo sentada, que logo sentia dores nos rins. Também não podia comer e beber ao mesmo tempo, que logo ficava cheia de gases. A propósito, vocês sabem o quanto dói quando os gases ficam presos na barriga, né? Mas eu garanto que na gravidez a dor muito, MUITO maior!

Numa madrugada dessas, eu acordei sentindo muitas dores. Não sabia explicar onde doía exatamente. Era uma dor forte que eu nunca havia sentido. Fiquei de lado, sentada, deitada, agachada, em pé, de todo jeito! Não havia posição que aliviasse a dor. Leandro começou a ficar preocupado e eu comecei a achar que estava parindo (eu juro que não parecia gases!). Liguei pra minha mãe e contei o que estava sentindo. Ela, que passou por dois partos normais, disse que não parecia ser dor de parto, mas que era melhor ir ao hospital pra ter certeza. Três horas da manhã, estávamos nós três (eu, Leandro e minha mãe) na emergência do hospital. O médico ouviu os batimentos do bebê (tudo ok) e fez uma ultrassom (tudo normal). Tomei soro, remédio para dor abdominal e fui liberada pela manhã cedinho com uma lição de casa: "nunca mais coma bolo com água e não esqueça de tomar Simeticona". Ufa! Foi só um susto.

Oitavo mês | Meus pés incharam

Minhas sapatilhas já não cabiam mais nos pés, e as tirinhas das sandálias já não fechavam. Por onde eu passava, alguém comentava: "já está remando, né?". Eu parecia um pinguim andando! Bianca continuava mexendo muito e eu só tinha vontade de fazer uma coisa: dormir. O sono bateu novamente com toda força! Eu dormia a tarde inteirinha quase todos os dias.

Quarto de bebê

O barrigão estava lindo, do tamanho de uma melancia. Hora de fazer o ensaio de gestante (mostrei as fotos aqui). Foi neste mês também que finalmente o maridão começou a reformar o quartinho de Bia, que até então era o local de trabalho dele. Eu já estava aflita, achando que não daria tempo de concluir antes de Bia nascer, mas Leandro estava super relax... rsrs. Ele e meu pai deram conta da obra e executaram o projeto de design de interiores que a minha irmã caçula fez. Depois eu mostro pra vocês.

Como aproveitamos pra fazer uma mini reforma no restante do apartamento, tivemos que sair de casa por quase um mês. Ficamos na casa dos meus pais. Enquanto a ansiedade aumentava e a preocupação com a reforma me consumia, eu aproveitei para arrumar a mala de Bia (mostrei aqui) e cuidar das lembrancinhas da maternidade (mostrei aqui).


Nono mês | Diagnóstico de Ventriculomegalia 

Tudo estava indo perfeitamente bem com a saúde de Bia. Minha gestação estava super saudável e todos os exames estavam perfeitos. Eu estava com 37 semanas quando fui fazer a última ultrassom solicitada pela minha obstetra. Na sala de ultrassom, a médica fazia o exame, enquanto meu marido e minha irmã acompanhavam tudo. Foi quando a Dra Mariana perguntou se eu havia tido alguma infecção recentemente. Respondi que não, e ela explicou que Bianca estava com ventriculomegalia bilateral, que nada mais é do que o acúmulo de líquido nos ventrículos esquerdo e direito do cérebro (algo semelhante a hidrocefalia). O normal é até 10mm, ela estava com 14mm em ambos os lados. Fiquei sem chão.

Ventriculomegalia

Ela disse que o quadro era moderado e que não deveríamos nos preocupar, pois não havia aumento craniano, nem danos que comprometessem seu desenvolvimento. Disse que havia a possibilidade do próprio organismo absorver o líquido, mas que era preciso acompanhar. Segurei o choro, fiz cara de forte e fomos pra casa. A princípio, achamos melhor não compartilhar isso com o restante da família até termos um diagnóstico definitivo, já que ninguém poderia mudar a situação e eu sabia que ouvir as pessoas perguntando o tempo todo sobre isso me deixaria ainda mais preocupada. Oramos, entregamos a situação a Deus e descansamos. De verdade, naquele momento eu lembrei que a vontade de Deus é perfeita e confiei nEle, independentemente do que iria acontecer.

O Dr. Eduardo Fonseca, que é dono da clínica onde fiz a ultrassom, ficou sabendo do caso e pediu para me examinar também. Levei o resultado dos exames de sangue que havia feito três dias antes (pra descartar as possibilidades de toxoplasmose, sífilis, citomegalovírus, etc) e passei 1 hora dentro da sala, enquanto ele vasculhava o cérebro de Bia através da ultrassom. Ele confirmou o diagnóstico, mas nos tranquilizou dizendo que o cérebro dela estava intacto e que esse líquido poderia ficar ali a vida toda sem trazer nenhum prejuízo (se não aumentasse, claro). Ele mandou esperar o parto dela e reavaliar com sete dias de nascida.

Ventriculomegalia

Não se sabe explicar o motivo desse acúmulo de líquido. Pode ser apenas genético, já que eu não tive nenhuma das infecções citadas acima. O fato é que depois que Bia nasceu, fizemos a ultrassonografia transfontanela e, graças a Deus, o líquido havia diminuído para 9,68mm de um lado e 10,72mm do outro (o que significa que já está dentro da normalidade e que ela não tem mais ventriculomegalia). Saímos da clínica aliviados e muito gratos a Deus pelo seu cuidado

Transfontanela

Eu quis compartilhar a nossa experiência aqui no blog para dar esperanças às mamães que possam estar passando pela mesma situação neste momento. Apesar do susto, a nossa princesa nasceu linda e cheia de saúde! Em breve, publicarei um post com o relato do parto. Ah, e se você ainda não assistiu, confira o vídeo do nascimento de Bia aqui.

Até o próximo post! =)

Image and video hosting by TinyPic

0 comentários:

Postar um comentário

O que você acha? Comente.

Zarpo Viagens

Festival da Noiva

Web Buffet

Siga por e-mail

Blogirls

Casamento de blogs de casamento

Arquivo do blog